domingo, 30 de dezembro de 2007

Caprichos de um Coração



Ela precisava chorar. Precisava derramar as lágrimas que a sufocavam. Naquele oportuno silêncio, o travesseiro era seu abrigo onde ela escondia-se, tentando proteger-se de algo que nem ela entendia. Embalada pelo seu próprio pranto, adormeceu.

Na manhã seguinte, a dor ainda habitava seu peito, mas ela decidiu não mais sofrer. Resolveu deixar o passado em seu devido lugar: apenas nas lembranças e seguir em frente. Ela estava fatigada de ouvir as mesmas promessas, de viver naquela insegurança constante. Devia a si mesma uma chance e foi em busca dela.

Tomou banho, vestiu-se e partiu ao encontro de quem realmente estava disposto a fazê-la feliz. Agora ela fazia o que há tempos as confusões de sua cabeça não lhe permitiam: viver o presente.

A grande verdade é que todas as suas dúvidas faziam parte de um processo. Era uma etapa da sua vida a qual deveria ultrapassar, para que, no final, possuísse a certeza do que queria e sentia. Então, tudo aquilo era apenas a constatação de algo que já fora resolvido e que seu coração sempre soubera.

Os dias foram passando e ela percebeu o quanto ele a fazia feliz, o quanto se sentia segura ao seu lado. Nesse momento, estava convicta de tudo e nada alteraria sua vontade.

O amor crescia indefinidamente e o relacionamento se fortalecia. Seu rosto refletia alegria, seus olhos queimavam de paixão e seus sorrisos nunca foram tão verdadeiros.

Todo o sofrimento estava terminado e o amor de agora não é como o de antes.


Rebeca Albuquerque.

terça-feira, 3 de abril de 2007

CARA X COROA

Refúgio dos pássaros, cama dos doentes
Água para o pó, confissão para os crentes
Amor de mãe, rixa de parentes
Comida para o faminto, riso para os contentes

Críticas construtivas que renovam o ambiente
Fórmulas genéricas confundindo mentes
Vidas passadas invadindo subconscientes
Pontas aleatórias aglomerando-se em continentes

Filas intermináveis
Carros incontroláveis
Bestas indomáveis
Laços descartáveis

Vida louca
Mundo cruel



Lady Dama

segunda-feira, 19 de março de 2007

Adeus!


Escrevo para te informar:
Conseguistes!
Fizestes de mim o que queria
Me tornastes incrédula
Um coração tão puro
Se tornou amargo
Desconsolado
Denso que já não o tenho mais
Levastes contigo o que de mais belo existia
Agora sou incapaz
Minha única saída
É privar-me do direito que me foi roubado
Amor, paixão...
São coisas que não posso sentir
Me contaminastes com a tua doença
Me feristes com teus espinhos
Pessoas se machucam ao se aproximar de mim
Preciso fugir daqui
Antes que seja tarde
Antes que alguém mais se machuque
Este veneno letal
Não deixa vida por onde passa
Quando lestes esta carta
Já terei abandonado este mundo
Morrerei em nome de um amor destinado
A quem não o merecia...
Adeus!


Bka

quinta-feira, 8 de março de 2007

NEM cabe aqui.

por Victor Hudson

Foi-me proposto honrosamente
a produção de um editorial
e atualização deste blog.

Especificamente, esse,
trata-se de uma extensão
do NEM.

Do conhecimento de parte das pessoas
do Grupo, que, espero, de pronto virá a acessar
esse endereço, e posterior
de outros que ainda não conhecem 'mais de perto',

o NEM, além da edição e produção
textual do Grupo Literário Apple,

propõe mais que propriedade de escrita
e escritores, logo, é puro reflexo disso
essa resulta na Extensão do NEM.

Sugestão
,
de que a imaginação do poeta
não se contém com uma
ou várias páginas em branco.

Então de pronto, vos informo que é bem possível que,
NEM e s t i c a d o, caiba aqui.