Ela precisava chorar. Precisava derramar as lágrimas que a sufocavam. Naquele oportuno silêncio, o travesseiro era seu abrigo onde ela escondia-se, tentando proteger-se de algo que nem ela entendia. Embalada pelo seu próprio pranto, adormeceu.
Na manhã seguinte, a dor ainda habitava seu peito, mas ela decidiu não mais sofrer. Resolveu deixar o passado em seu devido lugar: apenas nas lembranças e seguir em frente. Ela estava fatigada de ouvir as mesmas promessas, de viver naquela insegurança constante. Devia a si mesma uma chance e foi em busca dela.
Tomou banho, vestiu-se e partiu ao encontro de quem realmente estava disposto a fazê-la feliz. Agora ela fazia o que há tempos as confusões de sua cabeça não lhe permitiam: viver o presente.
A grande verdade é que todas as suas dúvidas faziam parte de um processo. Era uma etapa da sua vida a qual deveria ultrapassar, para que, no final, possuísse a certeza do que queria e sentia. Então, tudo aquilo era apenas a constatação de algo que já fora resolvido e que seu coração sempre soubera.
Os dias foram passando e ela percebeu o quanto ele a fazia feliz, o quanto se sentia segura ao seu lado. Nesse momento, estava convicta de tudo e nada alteraria sua vontade.
O amor crescia indefinidamente e o relacionamento se fortalecia. Seu rosto refletia alegria, seus olhos queimavam de paixão e seus sorrisos nunca foram tão verdadeiros.
Todo o sofrimento estava terminado e o amor de agora não é como o de antes.